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Mostrando postagens de Novembro, 2010

no ar

um estalo que libera milhões de partículas, moléculas, ondas sonoras que me tocam, mas não provocam nenhuma reação. a vida que deixou de chegar, de existir, de concentrar num só corpo, magoas, lágrimas, lembranças, faces contidas de um mesmo ser, que no caso poderia ser o reflexo, espelho, o próximo. os instantes continuam os mesmo, tudo continua acontecendo, apenas mais uma carteira vazia ? ou um motivo pro silencio ? prefiro não ser nenhum dos dois. participo estupefato do acaso, direciono a realidade, distorço alguns aspectos, inverto algumas palavras, mas nada, absolutamente nada, começa a fazer sentido. não é tarde para sonhar, para amar, para comer, não é tarde para ligar a tv e ver os ultimo sequestro, assalto, morte. M O R .. nada além ? alguém que não conheci, que não troquei se quer uma palavra, alguém que não esta, não bate a porta, não sabe meu nome. alguém .. T E ! todo mundo segue enfrente, mesmo já seguindo, mesmo sendo levado por olhos curiosos, mesmo evitando por covar…

jogando e dormindo

hoje, trapaceio com as cartas viradas. percebo que o jogo nem sempre é o mesmo, e que conforme a rodada vai acontecendo, as Ases saem de sua mão, o que te deixa sujeito a sorte. acordo no meio de um tabuleiro de indecisões, de respostas, de raiva. a competição anda acirrada demais para que meus olhos acompanhem, porém, meu coração descompaçado já entrou no ritmo, e agora galopa pelos campos de minha coincienciazumbindo contradições e incertezas. hoje, percebo que me cansei do jogo, e dos jogadores, me cansei da dor, e do frio na barriga. só quero descansar. beber o que tiver na geladeira e dormir em paz, como à muito não faço, sonhando estorias de amor que acabaram, e que reconheçam. sonhando sorrisos fingidos, e remédios sobre a comoda. sonhando discórdia, roncando amor. roncando amor ? sim, pois é tão barulhento, que ultrapassa o sono.

thaaa..

9 reais !

peguei então, todas as minhas muralhas, minhas lacunas, meus aborrecimentos, e joguei por terra. chorei, sofri, e agora carrego cicatrizes frescas, tanto que se você as tocar vai sentir por mim, toda dor que presenciei por ti. todas as desculpas que você usa hoje, eu já usei. todo esse teatro, eu já encenei. certo que não estava nesse papel no qual estou agora, mas eu estava lá, eu pude ver. acordei hoje me perguntando quanto de você ainda restou em minha vida, quanto da sua voz, sua boca, suas mãos. quanto do seu coração esta aqui. creio eu que nenhum, não o sinto mais. e com isso não sei se posso me acostumar. as pessoas ao meu redor finalmente revelam o que sempre foram, o que sempre pareceram ser e eu, tola, não percebi. porém não me decepcionei, pra mim não faz diferença, a minha indignação é por você. por não ter notado e questionado sua partida, que agora percebo que aconteceu muito antes do fim. temo em dizer que permanecerei aqui, esperando sentada, pensando sobre como tudo p…

Enfim .

chega um ponto da nossa vida, que mesmo tudo estando no mesmo lugar, na mesma proporção. no mesmo ritmo, percurso e caminho. algo muda. mesma suas coisas continuando as mesmas, os cantos descascados da parede continuando ali, mesmo o tempo passando depressa na hora errada e lento na hora certa, mesmo chovendo forte a noite, algo muda pela manhã. mais do que as gotas de orvalho nas folhas pelo chão, mas que minha vida vagando pelas ruas vazias num sábado a noite, mais do que as flores que murcham no dia seguinte no buque de flores na mesa da sala. mas do que isso, algo muda. exite uma diferença, você percebe a mudança, quando alguém te sacode com força, ou quando seu coração esta aberto ou partido o suficiente pra notar. pra mim acontece de outro jeito. vivem soprando aos pés dos meus ouvidos. vivem dizendo por onde e como devo prosseguir, vivem me banindo de optar pelo bom, ou pelo ruim. imagina-se uma caixa mais ou menos grande, com alguns buracos em forma de retangulo, despensa-se o…