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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

eu queria

eu queria alguém que me amasse como te amo. alguém que se importasse comigo, como me importo contigo. alguém que perdesse o sono, como eu burra perco. alguém que lembrasse de mim a cada segundo, que me desejasse como eu desejo a ti. gostaria de ter alguém por perto, para querer se esconder num abraço meu, soluçando, como sinto vontade de fazer. queria alguém pra me pedir desculpas. queria alguém para perdoar. almejo acordar com um telefonema, de um coração ferido, palpitando pelo meu amor, pelo meu afago, desejo não querer mais ser quem liga. queria que os papéis se invertessem, que eu pudesse ser menos eu, mais como você. gostaria de ser denovo quem magoa, não quem é magoada. gostaria de estar ai. mas estando .. sendo como você tem sido, que espécie de Thamara eu seria ? inexistente

trilhos de trem

estranho escrever sobre isso, como foi dizer à você. mas você sabe a que distancia estamos. sabe que é tarde. parei naquela noite, contando moedinhas e soltei um : me sinto só ao seu lado. balbuciei minhas incertezas esperando que você as entendesse, fiz mal. uma frase para nós dois, sempre : " hoje vejo agente como trilhos de trem, vivendo vidas paralelas ". o que eu não te disse era que não queria assim. não queria acordar com a absoluta certeza de tua ausência, me acostumei a errar, a não te esperar de manhã, e te encontrar ao meu lado, mesmo que com certa procura, me acomodei. sinto por ter que fazer essa avaliação tão calculadamente reduzida sobre nós dois, trilhos de trem. então, colocando-nos em cena : eu de um lado, você de outro. uma distancia significativa, até demais. não tão longe para não nos vermos, nem tão perto para nos tocarmos. posso escutar a maquina se aproximando, sacudindo minhas estruturas, amedrontando não só meus pensamentos, mas todas as horas do me…
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

me exibindo pra solidão

já ouviram " te ver e não te querer, é improvável, é impossível " .. né ?
minhas vontades. desejo. prazer. inibição.
palavras sem sentido algum começam a se encaixar e perambular em frases dentro de minha cabeça. noto que observar o mar de longe não se compara a ser abraçada por suas ondas salgadas e frias no verão. acordo enfim, para o triste ponto de ter alguém, e não ter mais nada. meus pais tem a mim como filha, meus avós, como neta. eu já tive alguns meninos como namorados. já tive algumas amigas como minhas confidentes. mas acho que estou usando os pronomes errados, assinando um contrato inexistente com a sociedade, escolhendo, escravizar alguém, para que possa então titula-la. domesticar. e o mais estranho é que isso tentei fazer com todos, mas nunca aceitei, a não ser em momentos em que isso pudesse ser usado em meu favor, ser intitulada. roubada de minha própria vida, minha auto-suficiência e egoísmo para com minhas decisões. e sinto ter que confessar : melhor assim. …

...

só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa thamara, cicatriz. só isso que voce causa, só isso. cicatriz thamara. voce causa. só isso que voce causa cicatriz, thamara. só isso que voce cicatriza thamara, causa. cicatriz é só a thamara que causa. só isso que voce causa. cicatriz. causa só isso. só isso que voce causa thamara, ci ca triz. ci ca triz. cic atriz. ci cat iz. cicatriz.

mutante

sinto que a cada segundo me aproximo mais, me transformo e transpareço mais essa ideia que não me deixa dormir e ocupa as horas restantes do meu dia, principalmente as horas importantes. eu faço todas as coisas no tempo errado; comer, dormir, cantar, falar .. chorar. eu não acordo, eu sonho. eu permaneço de olhos abertos, mas presencio um naufragio por traz da visão, por traz da mente, do passado. meu corpo, permanece o mesmo, dando pequenos sinais de fraqueza, mas continua aqui, intacto. não sei se acredito em mais alguma coisa. noto que tudo que eu pensei ser meu, não era, e tudo que diz ser, se esvai, sem me dizer tchau. estou começando a entender que não vou mais precisar de um adeus para me recompor, um até logo basta. quando algo pontiagudo perfura nosso corpo, procuramos olhar para o lado oposto, apertar os olhos, ou a mão de alguém. não tenho nada disso, prefiro observar. apreciar esse momento inabalável de humanidade, não de carne, mas de sentido. o meu tato não é mais tão ap…