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Mostrando postagens de Maio, 2011

sub entendido

é a terceira vez que começo um texto e não termino então não sei quanto tempo este vai durar. acordei tarde e não lavei o rosto quando acordei, e nem tirei a maquiagem antes de dormir, o passado tem ficado preso ao meu rosto como poeira sobre os móveis da casa. um gosto de lágrima no funda da garganta levantou da cama junto comigo, depois do mesmo sonho, repetidas vezes, o filme que passa em minha cabeça pela manhã começa a fazer sentido, isso é péssimo.

'vivemos esperando dias melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo' (8)

as vezes a única coisa que nos faz sentir falta é o sossego, quando o coração dela andava quieto demais, seguindo um compasso de dias e horas incansaveis e intermináveis, foi ai que ela sentiu sua falta. as mãos não tremiam nem suavam mais, os gritos foram substituídos por lágrimasdesnecessárias, e a dor se tornou algo vital para a respiração e mobilização dela. não dava mais para caminhar sem aquele peso tão natural. o arrependimento cost…
"foi então que ela viu no calendário um sofrimento diário, uma dor que tinha número, e uma aflição já havia um mês. foi então que resolveu queimá-lo e trocá-lo por uma ampulheta que baixa a dor mais rápido e mata o amor de vez"
Meia noite e um quarto, Martha Medeiros.
“Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata — e é em nome deste intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros, discos e filmes que nos coloriram a vida, encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim.”
Martha Medeiros

é, não posso dizer que tudo esteja completamente fácil, as noites frias tem se congelado mais ainda, e os dias tornaram-se mais longos, e meu nariz continua escorrendo, e não enxugo mais meus olhos na manga da blusa. tudo esta no lugar, mais ainda sinto o hematoma sob minha pele se contrair, latejando para que eu não possa esquece-lo. o tempo tem cuidado disso também. a temperatura do ar, os intervalos de respiração. é claro que meu coração ainda continua mole e quente, mas consegui aquele cob…

coisas que não pude ter

algumas coisas do coração acontecem porque causamos isso, me convenci. um sentimento remetido a dor, fadiga e ingratidão tende a morrer, e por não diminuir nem um instante até que isto aconteça, dói como uma ferida profunda e latejante, que só se cicatriza quando você para de se importar com ela e cobre o joelho com a calça.

não sei bem como aqueles dois anéis foram parar no bolso dele, não sei porque nem onde ele os conseguiu. me pergunto até então como não reconheci no rosto dele essa intenção, como deixei passar as duas aureolas desencontradas mas unidas por algo tão simbólico que ia muito além do meu nome ou do dele ? o único fato que constato é que algo impediu tal promessa de findar em meu dedo, algo derramou sobre toda aquela projeção dor e até raiva, coisas que nem um anelar, uma mão, ou coração como o meu poderia conter.
estive pensando no porque, conclui muitas vezes que essa era a tal prova de desamor que eu precisava, o tal presente nunca ter chego a mim; mas agora, pensando…