Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2011

trio

ela estava sentada na janela, com um dos pés descalços para fora, pendulando no ar, sem intenção de cair. era o ultimo cigarro, prometeu e pigarreou para si mesma, mentiras sinceras atraiam-na. fitou o cómodo quase vazio, exceto por uma foto tosca de um casal feliz de porta retrato, assistindo tudo, e sendo assistidos num daqueles episódios chamados " passado ". começou : - sabe de uma coisa, é isso mesmo, não é fácil, mas a culpa não é toda minha. tudo que podia ser simples você complicou, amaldiçoou e ironizou, nada funciona assim. eu sei como anda minha cabeça, sei como andava a sua, sei das mentiras, sei que tudo se encaixava num quebra cabeça que antes eu não entendia, mas agora sim. - apontou o dedo com cigarro para o nada e narrou - nem sempre o que vemos é o que realmente é eu sei, mas aquilo foi demais, demorou mais foi.

-

eu sempre gostei dos espaços entre as palavras, em um texto breve ou longo, é sempre isso que observo primeiro, a distancia de cada uma. chega a se…

deixa que o tempo vai ..

nessa de ser forte: deixei tudo de lado, não enxuguei lagrima de ninguém, só quando elas realmente ficaram sérias e soluçantes. fiquei tão confusa que a verdade virou besteira. deixei doer, você, eu, nós. me envolvi com outras pessoas e como em uma emboscada as magoei tambem. fingi, fingi, e um nó na minha gasganta que eu empurro com força para voltar, digo a todos que é pigarro. cantei musicas de recomeço, escrevi sobre isso, e quanto mais eu o fazia mais me dava conta que isso tambem era uma forma de permanecer. mudei tudo, mudei meu nome, meu endereço, meu numero de celular. mas tudo continua a mesma coisa, você sabe.


leio mentalmente tantas frases ensaiadas, tantos desejos, ações inacabadas. escuto meu coração batendo num compasso desacelerado, minha boca petricifada e curvada como num esboço de dor. sei que isso já me aconteceu repetidas vezes mas é difícil olhar ao redor e notar que todas as coisas causam recordações, certas imagens repetidas em minha cabeça começam a se encaixa…
talvez a felicidade seja assim mesmo. com alguns pedaços faltando, buracos na parede e encanamento furado. talvez seja isso. vizinhos barulhentos, uma esquina movimentada, muito frio a noite. quem sabe a alegria não se abrigue no esquentar dos pés, das mãos, dos lábios no pescoço, e até nos vislumbres de despedida e reencontro. talvez eu toque em felicidade no café da manhã, mas sei que nem se ela estivesse a um palmo dos meus olhos, eu a enxergaria com clareza.

-

vou deixar você saber do que gosto : vá embora quando der a hora de ir, por favor. me pague um sorvete, e me beije antes que eu o termine. escute -pelo menos- uma das minhas musicas favoritas e com paciência saindo de minha boca, como se eu fosse uma cantora renomada. me dê seu sorriso quando te ver, isso será combustível para meus pés, minhas mãos, minha boca te alcançarem. brigue comigo, mas me perdoe e me abrace antes que eu pense que você não me quer mais por isso. me surpreenda, seja romântico, e se não souber ser, vou go…