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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Moça

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por…

Não é covardia

Tenho observado minha vida como alguém que observa o mar, percebo cada onda se quebrando de maneira diferente, a brisa mudando, o som dos grãos de areia se chocando uns contra os outros, anoto mentalmente cada movimento da maré, decoro para mim o jeito como as coisas funcionam.
Não faz muito tempo, e eu costumava colocar a mão espalmada para fora da janela do carro, sentia a pressão do vendo contra meus dedos esticados, e achava tão gostoso a liberdade, mesmo que sentida apenas por minha mão, de estar livre, sem medo .. administrando uma coragem consentida de viver, algo que eu achava tão natural, e hoje não tenho mais. Não é que me tornei um ser covarde, é que algumas coisas e palavras na vida começaram a me amedrontar, eu disse tantos " eu te amo " e alguns eu ainda ouço e até sinto em mim; eu colecionei tantos sorrisos, tantos abraços, tanta coisa que eu pensava ser só minha e não era, decidi não mais me decepcionar, por isso criei para mim mesma umas verdades e contradiçõ…